Centro de Apoio à Família foi criado com o objetivo de ajudar as famílias a lidar com comportamentos desadequados (irrequietude motora, défice de atenção, mau comportamento em sala de aula, bullying, ou fobia escolar) de crianças e jovens, disponibilizando um conjunto de respostas terapêuticas, especialmente vocacionadas para apoiar as famílias.

O acompanhamento terapêutico aberto à comunidade; o acompanhamento terapêutico de utentes da Fundação; a formação da proteção da infância e a representação na Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Cascais e no Grupo de trabalho “Infância e Juventude da rede Social de Cascais, são quatro principais áreas de intervenção do Centro de Apoio à Família da Fundação “O Século”.

As Artes e a expressão artística são linguagens universais. A criatividade é um fenómeno humano geral e não exclusivo das pessoas com talento artístico. Os actos criativos, como a capacidade de se mover ao ritmo da música, de dançar, de pintar, de modelar e outros, são comuns a todos nós, desde a infância até à terceira idade.

Desde os anos 40 que as funções terapêuticas da Arte foram comprovadas. A criação artística tem uma potencialidade catalisadora do processo terapêutico, na medida que promove a mudança e adaptação pessoal: “terapia através da arte”.

Assim, o uso terapêutico da arte facilita a comunicação, o ensaio de relações sociais, a expressão emocional, o aprofundar do auto-conhecimento, libertando a capacidade de pensar e a criatividade, sendo especialmente adequado para pessoas com dificuldades de verbalização, expressão emocional e baixa auto estima.

A Fundação “O Século” tem como objectivo dinamizar um programa de Arte-Terapia para crianças e famílias, com a intervenção dirigida para o desenvolvimento de competências e gestão emocional utilizando recursos e mediadores artísticos variados (pintura, desenho, modelagem, escultura, colagem, jogos dramáticos, marionetas, caixa de areia, expressão corporal, música, canto, poesia, escrita livre criativa e contos).

As famílias são organizações sociais que vivem em constante relação com outros grupos, outras famílias e outros indivíduos externos à família. As famílias através da relação que estabelecem com o ambiente social que as rodeiam, constroem uma visão sobre o mundo e sobre a sua identidade, desenvolvendo valores, crenças, sonhos que as definem como microcosmos culturais.

Algumas famílias têm uma especial dificuldade em manter uma relação construtiva com o meio social e com outras famílias. Estas são famílias excessivamente coesas ou excessivamente fragmentadas, em ambos os casos, famílias que através da sua dinâmica relacional colocam em causa o bom desenvolvimento das suas crianças. A Fundação “O Século” no âmbito do seu trabalho com crianças e famílias que viveram situações de crise familiar e trauma, gostaria de implementar em Portugal um programa de Terapia – Multifamiliar, semelhante ao já desenvolvido noutros países, como por exemplo Inglaterra e Alemanha.

O método consiste em trabalhar simultaneamente um grupo alargado de famílias, entre cinco a sete. Em grupo de famílias existe a oportunidade para trabalhar de forma colaborativa um conjunto de temas e conflitos, relacionados com desenvolvimento e gestão do comportamento das crianças e jovens. O método têm-se mostrado particularmente eficaz no trabalho com famílias “multiproblemáticas” em situação de grave vulnerabilidade social, sendo no presente considerado uma muito boa prática no conjunto das intervenções terapêuticas familiares.

A vivência em grupo e a consequente socialização da criança tem-se tornado cada vez mais precoce, com a entrada na creche aos 2 anos. Primeiro junto da família e depois com os pares, a criança cresce e desenvolve-se no seio dos grupos. O grupo de crianças tem uma acção terapêutica quando, com a ajuda de um terapeuta, as crianças conversam sobre os seus conflitos, experimentando um sentimento de coesão grupal.

Assim, a Fundação “O Século” desenvolve, em particular na área de protecção da infância com crianças em idade escolar (entre os 3 e os 12 anos) um trabalho terapêutico com grupos de crianças. A crescente necessidade de acompanhamento terapêutico de crianças e sendo a duração de uma psicoterapia de grupo em geral mais breve do que uma individual, este tipo de trabalho terapêutico tem merecido particular destaque.

Através de diferentes actividades e com recurso a técnicas terapêuticas, o grupo promove a comunicação e a interacção entre as crianças, permite conhecer e potenciar as capacidades e dificuldades de cada criança, ajuda a conter ansiedades, medos e comportamentos impulsivos, promove o conhecimento de cada criança em relação ao que sente e ao que se passa à sua volta, e desenvolve a criatividade.

Este é um espaço privilegiado para o desenvolvimento da criança pois perante a dificuldade desta em conversar sobre o que sente, consegue através do “jogo faz-de-conta” brincar, ensaiar, conversar e explorar os seus sentimentos e dificuldades, aprendendo a lidar com eles.

A família é uma rede complexa de relações na qual se vivem emoções fortes. Na família aprende-se a resolver problemas, a gerir conflitos, a ler-se o mundo, e a construir-se uma identidade. O aparecimento de determinados problemas no seio de uma família, poderá provocar momentos de crise, que influenciam seriamente o funcionamento familiar e o bom desenvolvimento das crianças. Sabemos que as crianças que crescem em ambientes disfuncionais, em particular em famílias com história de violência, têm maior probabilidade de assumirem na adolescência comportamentos de risco e de desadaptação social, por vezes comportamentos anti-sociais e de delinquência.

A Terapia Familiar é assim um recurso terapêutico válido, no apoio à família, permitindo uma compreensão não só da pessoa e dos seus problemas, mas também da dinâmica relacional da rede familiar, apostando esta intervenção no reforço de competências da família no seu conjunto.

As marcações deverão ser realizada por telefone ou presencialmente nas Instalações da Fundação “O Século” em S. Pedro do Estoril.

214 647 770 ou 917 826 781

As consultas terão uma comparticipação de acordo com o escalão do abono da família. (tabela de comparticipações).

Poderá aceder à declaração do Escalão do Abono de Família através do Site da Segurança Social Directa.