A Fundação O Século foi desagradavelmente surpreendida com a “reportagem” da Revista Visão de 11/01/2018.

Se o título de capa (Assalto ao Século) até abria uma esperança de que um órgão de comunicação social clarificasse finalmente o negocio Fundação/Câmara Municipal de Lisboa/ Feira Popular, os subtítulos desmentiram essa expectativa bem como a nossa convicção de que os meios de comunicação social sérios só davam notícias fundadas em investigação jornalística e não em “denúncias anónimas”, quase sempre infundadas.

Sem prejuízo das investigações que o Ministério Publico está a fazer à nossa Instituição, e não a alguém em particular; e do direito que nos reservamos para outras instâncias, apurados que sejam os reais prejuízos causados à Instituição, estamos aqui a promover a retificação das informações erradas e inexatas constantes na peça.

Não podemos deixar de salientar que a investigação do Ministério Público em causa se baseia numa denúncia anónima. Bem sabemos que muitas investigações, e importantes investigações, têm origem em denúncias anónimas, mas esta circunstância, aliada à anedota que é o “segredo de Justiça”, que é sistematicamente ignorado e ultrapassado por quem devia promover o seu cumprimento escrupuloso redunda em que as denúncias anónimas passem a acusações “credíveis” antes de serem investigadas e, passadas a letra de forma em toda a comunicação social, se traduzam num julgamento na praça pública, em que os direitos dos acusados, mesmo que anonimamente, pura e simplesmente são pulverizados.

Bem sabemos que não devemos matar o mensageiro quando as notícias são más, mas perguntamo-nos como reagiriam os jornalistas, nestes casos usados por quem deveria garantir o sigilo processual, se fossem confrontados com o mesmo tipo de denúncias falsas. Vamos aos pretensos factos:

1-      O registo de abastecimento das viaturas da Fundação “O Século” foi no ano passado regulado, tendo a responsável que teria permitido algumas irregularidades sido dispensada pelo então administrador Emanuel Martins. Não há registo de qualquer abastecimento indevido, muito menos relativo familiares de qualquer membro do Conselho de Administração, cujos não participam no processo de controlo. Ou seja, as acusações não tem fundamento.

2-      A Fundação “O Século” tem procurado utilizar as tendas que apoiam os Encontros de Literatura Infantil da Lusofonia, disponibilizando-as, após, para festas de crianças. Para esse efeito foi divulgado boca a boca e no nosso site esta condição. No sentido de ajudarem a Fundação algumas pessoas quiseram aqui fazer festas dos seus filhos, entre elas a ex-funcionária Cláudia Martins, cujo serviço foi servido pelo Take Away e foi pago conforme fatura e talão de liquidação juntos. Ou seja, as acusações são falsas.

3-      O serviço de manutenção da Fundação tem sido mantido por uma empresa em outsoursing, pelo menos nos últimos 12 anos. Durante este período é provável que vários colaboradores possam ter requerido o serviço desta empresa ou funcionários nos seus tempos livres. Em caso nenhum com a participação da Fundação “O Século”. Ou seja, as acusações não têm qualquer fundamento.

4-      No sentido de realizar mais receitas, a Fundação serve jantares a grupos ou empresas que os queiram realizar no nosso refeitório. Trata-se de um espaço aberto, onde todos podem comer mediante preço orçamentado, sem obrigação de identificação individual prévia. Ou seja, não há nem nunca houve qualquer benefício ou vantagem de Emanuel Martins e da sua família, sendo falsa a alegação.

5-      Os almoços dos membros do Conselho de Administração na Fundação realizam-se há 20 anos na mesma mesa, com a louça existente e igual serviço. A única alteração resultante da mudança de Administração foi que hoje se sentam com os Administradores e/ou convidados, outros funcionários da Fundação “O Século”. Não existe ou existiu na Fundação nunca “vinho reserva”, como tal, insusceptível de ser servido. Ou seja, qual “vichyssoise”, “o vinho de reserva” nunca foi servido, pelo que a alegação é falsa.

6-      Qualquer candidato a Presidente do Conselho de Administração só pode escolher para consigo formar equipa outros membros do Conselho de Curadores. Mediante os mais disponíveis, procurará escolher os mais capazes. Foi assim que aconteceu na escolha dos membros do Conselho de Administração também desta vez. Todas as efabulações jornalísticas… são isso mesmo, efabulações, portanto descabidas de adesão à realidade.

Acresce que, pela primeira vez, por proposta do Presidente do Conselho de Administração foram aceites neste três novos membros, todos trabalhadores da Fundação; sempre que uma passou a integrar o Conselho de Administração. E, como veio a saber-se, nem todos são do Benfica, como vinha acontecendo.

 

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